01/05/10

Tratar ortomoleculamente as Alergias Respiratórias (I)

Ainda que as alergias respiratórias se verifiquem durante o ano inteiro, é na Primavera que elas se acentuam, devido à exposição a alguns alérgenos. Iremos analisar o que é uma alergia respiratória, as suas causas, bem como o que se pode fazer para minimizar e/ou resolver esta situação. A palavra “alergia” deriva do grego e significa “reacção anormal ou anómala”. A reacção alérgica respiratória é uma reacção de hipersensibilidade imediata. São várias as substâncias que a podem desencadear, denominadas alérgenos e que são introduzidas no organismo, ao serem inaladas.


Ácaros e baratas

Os ácaros são pequenos parasitas, parecidos com as aranhas, que surgem no pó, acumulando-se em carpetes, tapetes, almofadas, mantas, lençóis, sofás, etc., cujo crescimento aumenta nas épocas de humidade ou em lugares onde a mesma supera os 55%. Por outro lado, alguns hábitos higiénicos vieram, paradoxalmente, agravar a situação. Antes, as almofadas sacudiam-se fora, hoje em dia, são aspiradas, o que vem acentuar a aerossolização dos mesmos. Além do mais, o uso da calafetação, em muitas casas, faz com que a temperatura seja excessiva e as habitações se convertam em habitats ideais para o aparecimento de baratas. No que diz respeito a estas últimas, os alérgenos surgem tanto nas fezes, como nos seu próprio corpo e é habitual encontrarem-se nos mesmos locais que os ácaros. Embora sejam responsáveis por muitos outros sintomas, costumam provocar inflamação brônquica, rinite e crises agudas de asma.

Pólenes de Plantas

Procedentes da polinização das árvores e plantas, são frequentemente responsáveis pela asma brônquica. Os alergénicos provenientes das árvores são produzidos, sobretudo, no Inverno e no início da Primavera. No caso das gramíneas (milho, aveia, trigo, cevada, centeio, arroz, cana do açúcar, relva, pastos, etc.), o seu período de polinização é mais amplo. De facto, pode chegar aos 10 meses, no entanto, podemos centrá-lo nos meses de Abril, Maio e Junho. São responsáveis pela inflamação da mucosa nasal, conjuntiva e brônquica. Constata-se que são mais agressivas, quando o ambiente está contaminado por hidrocarbonetos procedentes da combustão de petróleo. Daí que, hoje em dia, sejam mais frequentes as alergias nas grandes cidades do que no campo.

Pelos de Animais

Falamos aqui, sobretudo, dos pelos de gatos e cães, embora todos os animais com pelos sejam passíveis de provocar alergias. No caso do gato, o principal alérgeno reconhecido é uma glicoproteína chamada Fel d1, responsável por 80% das reacções alérgicas a gatos, ainda que não se possam desconsiderar outras fontes, como as pulgas dos gatos, que podem também actuar como alérgenos. Outro dado interessante é o tamanho do alérgeno que, no caso do gato, é muito pequeno (menor que os ácaros), o que lhe permite estar mais tempo suspenso no ar.

Fungos

Estes são alérgenos aéreos, ou seja, encontram-se presentes no ar e, por isso, a sua permanência no ambiente é muito prolongada. Podem vir do exterior ou aparecer no interior das habitações. No exterior, estão presentes na vegetação e na decomposição do solo. No interior das casas, a sua presença dependerá da humidade, da falta de ventilação e da ausência de luz.

As alergias são frequentes entre os membros de uma mesma família e nas pessoas “atópicas”. Este termo foi utilizado, pela primeira vez, por Coca, em 1923, referindo-se às pessoas que demonstram uma sensibilidade anómala em relação a certas substâncias que, para a restante população, são inócuas. Porém, as pessoas que não apresentam atopia, podem, mesmo assim, desenvolver hipersensibilidade.

Fonte: Sociedade Espanhola de Nutrição Ortomolecular

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