10/04/10

Os Suplementos Nutricionais nas distintas etapas da vida (I)

A necessidade de micronutrientes pelo nosso organismo é uma constante ao longo da vida. A quantidade necessária de cada um deles varia, em função de múltiplos factores, entre os quais, a idade e deve-se ter em consideração cada um deles individualmente, de acordo com as mais diversas situações. Alguém que vive nos Pólos, não terá certamente as mesmas necessidades que uma pessoa que vive no Equador, o mesmo acontecendo com alguém que é desportista, relativamente a uma pessoa que é sedentária ou uma mulher que está grávida, comparativamente a outra que se encontre na menopausa. Porém, podemos sempre fazer algumas considerações gerais, considerando as distintas etapas da vida.

Gravidez, Parto e Lactância

Durante a gravidez, é necessário vigiar de forma estrita as carências mais conhecidas. As mais habituais são as de Folatos (Vitamina B9) ou as de Ferro, ainda que, muito possivelmente, haja também carência de outros nutrientes difíceis de determinar. Estas carências não deixam de ser um risco, tanto para a mãe, como para o bebé. No caso da mãe, poderá haver perda de cabelo, mudanças na pela, fadiga e, em alguns casos, depressão. Se essa situação se mantiver durante toda a gravidez, poderá ter como consequências um parto e uma lactância difíceis.

Independentemente das carências, a Medicina Ortomolecular pode ser de grande ajuda em determinadas situações. Por exemplo, quando se tem náuseas durante os primeiros três meses de gravidez, poderá ajudar tomar um suplemento de Vitamina B6 (piridoxina); quanto às contracções, estas poderão melhorar com a ingestão de cálcio e potássio. Existem no mercado complexos vitamínicos especialmente indicados como suplemento, na gravidez e na lactância, que, entre outros elementos, contém Vitamina C, Vitamina D, Vitamina E, vitaminas do Grupo B e minerais como ferro, cálcio, magnésio, potássio, zinco, etc. No entanto, é sobretudo importante a ingestão de ácido fólico, pois ajuda a evitar que o bebé nasça com espinha bífida, tal como se deve tomar alfafa, em extracto seco, durante a lactância. De qualquer modo, um parto sem dificuldades depende, antes de mais, da qualidade nutricional da gravidez e, inclusivamente, da etapa anterior à mesma.

O Bébé Lactante

Sem dúvida alguma, a melhor forma de alimentar o bebé é este mamar o leite materno, porque, neste caso, se a sua mãe gozar de boa saúde, não haverá necessidade de dar ao bebé qualquer suplemento. Porém, o mesmo não sucede com os meninos que são alimentados com leite artificial. O leite materno contém a totalidade de ácidos gordos essenciais, indispensáveis para a formação do sistema nervoso e do cérebro, elementos estes que muitos leites artificiais não contêm. Um estudo britânico publicado, em 1992, na prestigiada revista The Lancet, comparava o coeficiente intelectual dos bebés prematuros, alimentados com leite artificial, com o dos bebés alimentados com leite materno. Com a idade de 8 anos, estes últimos apresentavam diferenças de 8.3 pontos, relativamente aos primeiros, no que diz respeito ao coeficiente de inteligência.

Fonte: Sociedade Espanhola de Nutrição Ortomolecular
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