11/03/10

Aumentar as defesas do Sistema Imunitário

O nosso organismo está constantemente exposto à potencial invasão de numerosas substâncias patogénicas, que nos levam a adoecer: vírus, bactérias, fungos, etc. Felizmente, o corpo humano dispõe de um sistema altamente sofisticado, que permite oferecer resistência a esses agentes estranhos…trata-se do Sistema Imunitário.

Nele se encontram as defesas específicas, assim chamadas porque utilizam células específicas para a defesa do corpo. É o caso dos linfócitos T, na resposta celular, e dos linfócitos B, na resposta humoral. Ambos os tipos de linfócitos possuem a característica de que, uma vez activados, guardam "memória" do agressor ou antígeno e se alguma vez este ataca de novo, o sistema imunitário reconhece-o e age imediatamente contra ele.

O antígeno é toda a substância estranha que entra no organismo e que, quando identificada como alheia ao corpo, induz nele a formação de anticorpos, que são substâncias naturais que a vão desactivar. Estas substâncias naturais são também conhecidas como imunoglobulinas (abreviadamente, IG), tendo sido descobertos nove tipos diferentes no ser humano: uma das classes B, C, D, E e M, quatro da classe G e dois da A.

No sistema imunitário existem também defesas inespecíficas, igualmente capazes de responder à acção dos microrganismos, mas de uma forma diferente, já que actuam quando estes tentam entrar no corpo, trespassando a pele e as membranas mucosas, o que não é fácil, porque além de uma barreira física, são ricas em células que recolhem refugos e anticorpos IgA. É o caso dos fagócitos, assim chamados porque se encarregam de fagocitar, isto é, de engolir os microrganismos agressores.

Do ponto de vista da Nutrição Ortomolecular, o bom estado do nosso sistema imunitário é absolutamente decisivo para estarmos de boa saúde. Daí que devemos ter sempre muito bem em atenção os múltiplos factores externos que podem afectar-nos: o stress prolongado, dietas inadequadas, mudanças bruscas de temperatura, falta de sono, atitudes e emoções agressivas, consumo de fármacos, etc., mas, sobretudo, a dieta. Porque, afinal de contas, é através dela que obtemos as substâncias indispensáveis que o nosso sistema imunitário tanto necessita para poder funcionar correctamente.

Quanto aos principais grupos de patologias que hoje estão associadas à imunodepressão, isto é, a um sistema de defesas fraco - são os seguintes:

Os transtornos gastrointestinais
As infecções por fungos, bactérias, vírus, etc.
As infecções reincidentes.
As alterações do sono.

RECOMENDAÇÕES DE CARÁCTER GERAL

Para termos sempre boas defesas, é necessário que sigamos algumas regras pontuais, tais como:

1. Dormir o suficiente em cada noite. O sono não se recupera;

2. Realizar, de forma periódica, exercício físico moderado;

3. Seguir uma dieta alimentar saudável e equilibrada;

4. Evitar a obesidade, já que está directamente relacionada com a imunodepressão;

5. Aumentar o consumo de frutas e verduras;

6. Reduzir, ou melhor, eliminar a ingestão de comida lixo (junk food), comida pré-cozinhada, congelada ou rica em gorduras;

7. Reduzir o consumo de açúcar e farinhas refinadas;

8. Reduzir ou eliminar a ingestão de bebidas alcoólicas, gasosas ou estimulantes;

9. Reduzir ou eliminar os alimentos fritos;

10. Evitar o consumo de excitantes, como drogas, fumo, álcool, etc.

O INTESTINO

A maior parte dos problemas imunitários deve-se ao maltrato dado ao sistema digestivo por uma alimentação inadequada, com escassez de fibra e excesso de alimentos fritos e gorduras saturadas, bem como o consumo de café, leite, açúcar e álcool, aos quais se junta ainda o consumo elevado de antibióticos, corticóides, laxantes, imunodepressores, etc. e as infecções intestinais. Devido ao seu tamanho e características, entre estas, a numerosa população bacteriana, o cólon encontra-se submetido a uma exposição antigénica bastante elevada. Por isso, não surpreende que seja o órgão com maiores capacidades imunitárias: a sua membrana mucosa é a barreira que evita a acção de uma multidão de substâncias. As Placas de Peyer, formadas por tecido linfóide, muito similar ao dos gânglios e situadas no intestino, são também elementos decisivos para o sistema imunitário. Esse tecido linfóide está formado quase exclusivamente por linfócitos B e quase todas estas células exibem sobre a sua membrana uma grande quantidade de receptores para antígenos (BCR), que são monómeros de IgM.

ALIMENTOS PREJUDICIAIS

Os alimentos que mais prejudicam o nosso sistema imunitário são já conhecidos e, tanto quanto possível,devemos evitá-los. Falamos de:

Carne vermelha: Contém grande quantidade de substâncias tóxicas que não favorecem o nosso sistema imunitário;

Gordura animal: é especialmente nociva, já que inibe a formação de linfócitos;

Bebidas alcoólicas: Actuam como depressores de um comjunto de funções orgânicas. O seu consumo frequente favorece a imunodepressão;

Açúcar branco: O seu consumo elevado torna o organismo incapaz de se defender contra as agressões;

Café: Pode reduzir a capacidade de resposta imunitária;

Leite animal: este não é adequado para o consumo humano. Deve dar-se preferência ao leite de soja.

ALIMENTOS ADEQUADOS

Existem alimentos que debilitam o sistema imunitário, como já vimos anteriormente, e há outros cujo consumo habitual aumenta especialmente as defesas. É o caso do:

Cogumelo Shiitake: Trata-se de um cogumelo asiático que contém um princípio activo denominado lentinina, com uma intensa acção estimulante sobre o sistema imunitário. Sabe-se que essa substância melhora a resposta biológica e revitaliza o funcionamento dos macrófagos e das células T;

Alho: Estimula a potência dos linfócitos T. Além disso, está demonstrado que o seu consumo aumenta significativamente o número de células assassinas naturais;

Frutas e verduras cruas: pelo seu conteúdo de vitaminas, minerais e fitonutrientes. Sobretudo aquelas com actividade antioxidante e revitalizante;

Probióticos: São imunoestimulantes e imunomoduladores.

COMPLEMENTOS ADEQUADOS

Quanto às substâncias que podemos tomar como complementos, para melhorar o nosso sistema imunitário, são as seguintes:

Glutamina: É a principal fonte de energia do sistema imunitário. Face a níveis baixos de glutamina no nosso corpo, o número de células T diminui e os macrófagos perdem potência destrutiva;

Arginina: As células assassinas naturais aumentam sua actividade com a ajuda deste aminoácido, além de melhorar a função das células T. Fortalece o poder bactericida dos neutrófilos e a nível intestinal ajuda a combater as infecções, entre elas o crescimento patológico da Candida Albicans;

Taurina: A sua presença evita a destruição dos glóbulos brancos;

Acetil L-Carnitina: Esta substância fortalece o sistema imunitário e protege-o especialmente dos ataques virais;

GLA (ácido gammalinoleico): A sua deficiência altera em grande parte o nosso sistema imunitário. As doenças virais bloqueiam a capacidade do organismo para prover-se desta substância;

DMG (Dimetilglicina): Esta substância é capaz de quadruplicar a resposta imunitária;

Uncaria Tomentosa: Esta planta é composta fundamentalmente por alcalóides indólicos e pentacíclicos, além de por flavonóides, taninos catéquicos, triterpenos e esteróides. Tem acção imunoestimulante, antivírica, anti-inflamatória, antimutagénica, antioxidante, citostática, antileucémica, antiagregante plaquetária, hipotensora e diurética;

Vitamina A: Joga um papel fundamental na manutenção da pele e as mucosas; além disso, estimula a função linfocitária, a actividade antitumoral e incrementa a resposta dada por anticorpos. É especialmente recomendável no caso de infecções;

Vitamina B1: Deve-se considerar esta vitamina nos casos de febre recorrentes e outros transtornos do sistema imunitário débil;

Vitamina B6: Tanto a imunidade dada por anticorpos, como a imunidade celular, melhoram com esta vitamina, sobretudo nos casos de infecções virais e bacteriais. A sua carência diminui os níveis de células T;

Vitamina C: Existem inúmeras provas que indicam que a vitamina C é essencial para o bom funcionamento do sistema imunitário. Nos mecanismos deste intervêm certas moléculas, principalmente moléculas de proteínas, que se encontram, em solução, nos fluidos do corpo bem como em determinadas células. A vitamina C actua tanto na síntese de muitas destas moléculas, como na produção e no funcionamento adequado das células;

Vitamina E: É um estimulante da imunidade, mediada por anticorpos ou por células;
Zinco: Esta substância é capaz de aumentar os níveis de células T e a função leucocitária. Além disso, protege contra os radicais livres. Também se revela eficaz na inibição do desenvolvimento de vários vírus.

Obs. importante: Em caso de doença, tanto o tratamento a seguir, como as doses prescritas, é algo que somente um especialista da saúde deve realizar. De modo nenhum, deverá usar este artigo como base para um tratamento, devendo apenas vê-lo como elemento informativo.

Abraço fraterno!

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