05/03/10

Conceitos Naturopáticos: Medicina de Ervas

Com os movimentos mais recentes de “volta à natureza”, a naturopatia recuperou parte da sua popularidade anterior. A naturopatia moderna baseia-se em diversas tradições da medicina complementar e alternativa, especialmente na medicina de ervas, nas terapias com suplementos alimentares e na modificação de dietas. Os naturopáticos seguem sete princípios básicos: ajude a natureza a curar, não faça nenhum mal, encontre a causa subjacente, trate toda a pessoa, encoraje a prevenção, reconheca o bem estar e aja como um professor. Cada um desses princípios abrange os três ideais principais da medicina complementar e alternativa.
Medicina de ervas

OS TIPOS DE ERVAS


As ervas podem ser preparadas ou comercializadas de diferentes formas – como suplementos, remédios ou chás – dependendo do uso que se pretende. As ervas podem ser usadas como tónicos e remédios para praticamente todas as doenças e problemas conhecidos. Derivadas de folhas, raízes, cascas, flores, frutas, sementes e exsudatos (seiva) de plantas, as ervas podem ser preparadas de diversas maneiras, usando-se ingredientes frescos ou secos. Os chás de ervas podem ser produzidos em concentrações variadas. As raízes, as cascas e outras partes da planta podem ser fervidas e transformadas em soluções, chamadas de decocções. Actualmente, muitas ervas estão disponíveis em locais de alimentos naturais, farmácias e até armazéns, na forma de tabletes e cápsulas. Os extratos de ervas bastante concentrados, à base de ácool, chamados de tinturas, também são muito populares.

As ervas desempenham um papel central na medicina chinesa, na medicina ayurvédica e na medicina de ervas ocidental. As ervas são frequentemente agrupadas, conforme os seus efeitos sobre o corpo. Essas categorias incluem anti-inflamatórios, diuréticos e laxativos, além de outras classes menos conhecidas, como os diaforéticos, que promovem a perspiração e o nervosismo e que supostamente fortalecem o sistema nervoso. As ervas também são frequentemente agrupadas de acordo com o sistema do corpo que afectam. O sistema cardiovascular, por exemplo, responde ao gingko, ao fagópiro, à tília e a outras ervas consideradas eficazes para o fortalecimento dos vasos sanguíneos.

AS ERVAS FUNCIONAM?

Embora aproximadamente 25% dos medicamentos farmacêuticos sejam derivadas de ervas, alguns médicos acreditam que as ervas sejam ineficazes e potencialmente perigosas (McCarthy, 2001). Ainda assim, existem pelo menos algumas evidências de que os remédios de plantas sejam eficazes para tratar determinadas condições. Por exemplo, os investigadores verificaram que a erva ma huang, que contém o princípio activo efedrina, pode ser eficaz para fazer a gestão da asma (Ziment, 1988). O poder anti-inflamatório e as propriedades anti-reumáticas comprovadas do gengibre, a partir de experiências com animais e seres humanos, sugerem que pode ser eficaz no tratamento de artrite (Srivastava e Mustafa, 1992). Como terceiro exemplo, uma recente metanálise de ampla escala verificou que a capsaicina, um extrato da pimenta de Caiena, é eficaz para aliviar a dor da osteoartrite (Zhang e Po, 1994).
Algumas ervas podem ser benéficas para determinadas condições e, em comparação com o poder muitas vezes dramático das drogas farmacêuticas, as ervas costumam ter efeitos bastante subtis. Os extratos padronizados, há muito disponíveis na Europa e cada vez mais nos Estados Unidos, parecem ser mais eficazes, talvez porque as doses são geralmente mais altas do que as encontradas em ervas secas. Muitos defensores da medicina de ervas alegam que a presença de muitos ingredientes activos e inactivos, conhecidos e desconhecidos, tornam os produtos botânicos mais seguros e mais eficazes do que as drogas sintéticas.

Abraço fraterno!