A medicina naturopática proporciona um atendimento holístico (para todo o corpo), ajudando os seres humanos a retornar ao seu “estado natural”. Este movimento de “volta à natureza” remonta a médicos alemães como Vicent Preissnitz (1799-1858), que se recusava a empregar os tratamentos habitualmente usados pelos médicos tradicionais. Enquanto estes “tratavam” os pacientes com mercúrio, sangrias e outras “curas modernas”, Preissnitz e outros “médicos da natureza” alemães levavam os pacientes para caminhadas nos bosques e recomendavam dietas para “desintoxicar o corpo”, seguidas de uma dieta simples e dos poderes de cura do ar fresco, da luz solar e de banhos em fontes termais naturais.O movimento fundado por Sylvester Graham defendia uma dieta estritamente vegetariana, tratamentos com ervas e abundância de grãos integrais. Um outro magnata dos alimentos, que considerava a medicina convencional uma tentativa equivocada de melhorar a natureza por meios artificiais, foi John Harvey Kellogg, o famoso fundador dos cereais “Kelloggs”.
Benedict Lust (1869-1945), outro defensor dos tratamentos naturais, foi quem cunhou o termo naturopático. Um imigrante alemão, Lust, abriu a primeira loja de alimentos saudáveis do mundo, por volta de 1920, em New York. Desde então, até o começo da Segunda Guerra Mundial, a medicina naturopática foi uma alternativa popular à medicina convencional. Entretanto, na década de 1950, a cada vez mais poderosa Associação Médica Americana, juntamente com a descoberta da penicilina e de outros antibióticos eficazes contra muitas doenças fatais, retiraram popularidade à naturopatia.
A medicina naturopática integra a medicina de ervas, a nutrição clínica, a homeopatia e, por vezes, outras terapias da medicina complementar e alternativa, com os métodos médicos modernos de diagonóstico e tratamento. Também possui três faculdades de medicina reconhecidas oficialmente nos Estados Unidos. Os elementos da medicina naturopática parecem assim destinados a ser absorvidos na medicina convencional ou a tornarem-se um ramo separado dela.
As pessoas usam plantas para tratar problemas físicos, mentais e comportamentais desde o início dos tempos, e todas as culturas conhecidas possuem histórias antigas de medicina popular que inclui o uso de ervas. Esse conhecimento frequentemente era agrupado em uma colectânea chamada de farmacopéia ou matéria médica. As culturas gregas e romanas antigas desenvolveram longas farmacopéias. Até o século XIII, a herbologia era tradicionalmente uma arte feminina na Europa. Quando a prática de cura foi adoptada pelas escolas médicas dominadas pelo sexo masculino, no século XIII, a herbologia perdeu a popularidade e muitas mulheres ervanárias foram condenadas por bruxaria.
Nos Estados Unidos, até à década de 1930, os médicos utilizaram plantas medicinais como remédios primários. A botânica já foi uma importante parte do currículo das faculdades de medicina, mas, durante a segunda metade do século XX, o uso de plantas medicinais diminuiu com os avanços da capacidade de produção de fármacos de forma sintética. Actualmente, a maioria das ervas é comercializada como suplementos alimentares.
Abraço fraterno!
Nos Estados Unidos, até à década de 1930, os médicos utilizaram plantas medicinais como remédios primários. A botânica já foi uma importante parte do currículo das faculdades de medicina, mas, durante a segunda metade do século XX, o uso de plantas medicinais diminuiu com os avanços da capacidade de produção de fármacos de forma sintética. Actualmente, a maioria das ervas é comercializada como suplementos alimentares.
Abraço fraterno!