Além dos alimentos nocivos ou não, alimentos como eu os denomino que indicarei para cada grupo sanguíneo, trate de erradicar os seguintes contra-alimentos, de forma decidida da sua alimentação, sob pena de não o fazendo “estragar” tudo aquilo que os alimentos saudáveis podem fazer por si e pela optimização da sua saúde. São eles, a saber:1. AÇUCAR
À revelia do que as açucareiras promovem como sendo um belíssimo produto natural, o açúcar é um dos alimentos mais nefastos que se encontra presente nas nossas actuais dietas. Consumimo-lo sob as mais variadas apresentações – branco, moreno, xaropes, glucose, sacarina, maltose – e nos mais variados alimentos – pastelaria, bolachas, cereais, pão, refrigerantes, fiambres, enchidos, molhos.
Esta toma diária constante de açúcares é a grande responsável por uma excessiva acidificação do organismo, porquanto ele é, sem dúvida alguma, o “alimento” que maior acidez orgânica provoca, mas, também, disbalanços glucémicos que com as tomas continuadas acabam por danificar a gestão insulínica do pâncreas e o surgimento de problemas diversos entre os quais se destaca a diabetes que é sem dúvida a praga da nossa civilização. O açúcar não só não nos dá nutrientes, como é uma autêntica “bomba” de desnutrição do organismo, roubando-nos vitaminas do grupo B, cálcio, magnésio, cromo, etc.
Pense por ex. o pequeno-almoço que costuma tomar ou dar aos seus filhos. Provavelmente foi-lhe ensinado que o açúcar dá energia e por isso nada melhor do que um sumo de laranja com açúcar, leite simples ou com café e açúcar, cereais (com açúcar) e umas bolachas ou bolo. Perante esta dose massiva de açúcares o nível da glicose no sangue sob rapidamente, porque o açúcar tem essa “qualidade” de passar imediatamente para a corrente sanguínea, aumentando exageradamente os níveis daquela. Como resposta a isto o pâncreas vai segregar insulina para baixar a glicose. Porém a actuação desta vai ser implacável produzindo uma redução drástica desses níveis e assim, logo a seguir a essa sensação de plena falsa energia, que o açúcar nos deu, temos a sensação de uma quebra violentíssima da mesma, com sentido de esgotamento, falta de concentração, irritabilidade, sonolência, enjoo que apenas parece poder ser contrariada comendo de novo algo com açúcar ou tomando um café ou refrigerante. Trata-se do início dum ciclo vicioso diário que nos vai cobrar, a prazo, um preço demasiado elevado
2. GORDURAS SATURADAS E HIDROGENADAS
As gorduras saturadas provenientes de carne, leite e seus derivados estão ainda por se descobrir os seus benefícios, no entanto já conhecemos muito bem os seus malefícios, nomeadamente do “ácido araquidónico” nelas presentes que favorece os processos inflamatórios e bloqueia a capacidade do corpo de metabolizar adequadamente os ácidos gordos polinsaturados, provocando ainda problemas no funcionamento hepático – biliar e na digestão em geral.
Por seu lado as gorduras hidrogenadas, habitualmente presentes nas margarinas, feitas com óleos vegetais aos quais, para solidificarem se adicionou hidrogénio a alta pressão, transformando-as em gorduras perigosíssimas para o organismo, também denominadas gorduras “trans” inibindo não só a absorção intestinal de importantes nutrientes, mas contribuindo ainda para fenómenos inflamatórios e degradação da saúde geral do indivíduo.
As gorduras são, no entanto, indispensáveis ao indivíduo para se manter são, cumprindo uma série de funções vitais, denominando-se estas de “ácido gordos essenciais”. Essenciais porque uma vez que o corpo os não produz eles devem ser ingeridos através da alimentação. Estes ácidos gordos essências (Omega 3 e Omega 6). Encontra-se sobretudo nas sementes, frutos secos e peixes (azuis) e têm um papel decisivo na protecção das nossas células, redução do colesterol LDL e potenciação do HDL, redução do perigo de doenças cardiovasculares, cancro, problemas hormonais, de pele, artrite, depressão, alergia, etc.
As gorduras polinsaturadas presentes em óleos vegetais como o de linho, sésamo ou girassol são extremamente susceptíveis à luz e ao calor. Assim quando os submetemos a altas temperaturas (fritura), a sua estrutura molecular altera-se surgindo toxinas e radicais livres que vão atacar as estruturas celulares sãs do organismo, levando-as conduzindo ao debilitamento da saúde do indivíduo, à patologia e ao envelhecimento acelarado, além do potenciar do aparecimento de células malignas e sequente cancro.
3. LEITE E OS SEUS DERIVADOS
Este é o tema sobre o qual se escreve já imenso nos meios ligados à Medicina Natural, reafirmando-se sucessivamente o desaconselhamento do seu consumo pelos indivíduos adultos (na verdade o homem é o único animal que como adulto ainda mama).
Têm sido sobretudo interesses económicos relevantes que têm evitado uma divulgação total e completa dos imensos estudos científicos já hoje publicados sobre os malefícios do leite nas populações humanas adultas. É bom que não esqueçamos que o leite é pacificamente considerado um dos alimentos mais alergéneos, potenciando e contribuindo sobremaneira para o surgir e o agravamento de fenómenos alérgicos, asma, problemas digestivos, aumento de gordura no sangue, alterações hepático – biliares, eneurese, otites, etc. Uma das mais habitualmente esgrimidas vantagens do leite, no nosso tempo, é o seu “contributo decisivo” para prevenir e combater a osteoporose, chegando alguns nutricionistas a considerá-lo mesmo o alimento que fez o homem do séc. xx dar um salto decisivo em termos alimentares.
As evidências, no entanto, não são nada favoráveis a tão empenhada defesa dos lácteos. As populações, como a europeia, onde o consumo de leite é dos mais elevado do mundo é exactamente aquela em que se verifica uma maior incidência de osteoporose. Porém, nós continuamos a ser colocados perante a frequente pergunta dos nossos pacientes: «mas se eu não beber leite onde vou conseguir cálcio para manter os meus dentes e ossos saudáveis saudáveis?»
Veja-se o caso dos orientais (p. ex. os chineses) que praticamente não consomem leite e não apresentam praticamente nenhuma incidência relevante de osteoporose e que apesar de consumirem metade do cálcio diário consumido pelos americanos apresentam longevidades muito próximas. Claro que haverá sempre quem diga “mas olhe para o tamanho de uns e outros”. No entanto esta é uma falsa questão, que tem que ver com muitas outras determinantes, nomeadamente genéticas, que não apenas o cálcio, tal como é uma falsa questão ser o cálcio o elemento “milagroso” que explica toda a complexidade da fisiologia óssea. Esta fisiologia óssea está dependente de um conjunto de factores muito para além do cálcio, entre os quais são determinantes: o tipo de vida, a alimentação e o exercício físico. Os ossos na sua composição e para se formarem e renovarem necessitam de um vasto conjunto de substâncias que vão muito além do cálcio, como é o caso do magnésio de que a nossa alimentação é tão carente, o silício, o boro, a vitamina D, etc.
Este conjunto de substâncias vamos encontra-las, numa fórmula muito sinérgica, em fontes não lácteas de cálcio como é o caso dos cereais integrais e os vegetais de folha verde. Para aqueles que de uma forma “demodeé” continuam a esgrimir os oxalatos presentes nas plantas, como interferindo na absorção do cálcio, recomendamos a leitura de “The calcium Pushers” ( Jeffrey Baland, East West, 1987), onde claramente poderão, como em muitos outros trabalhos sérios, compreender o erro da defesa do leite na alimentação dos adultos.
Daí que lhe proponhamos as seguintes fontes para o seu cálcio: vegetais de folha verde 55% (couves, espinafres, bróculos, folha de beterraba, agrião, caule de ruibarbo, salsa, dente de leão); leguminosas 10% (tofu, tempeh, grão-de-bico, feijão-preto, feijão-frade, feijão azuki, milho); vegetais marinhos 10% (algas em geral); frutos secos 10% (amêndoas, sementes de girassol, sementes de sésamo, avelãs, castanhas.do-pará); peixe 10% (sardinhas, salmão, ostras); leite e derivados (apenas para o grupo B); outras fontes 5% (águas minerais, melaço, infusões de ervas ricas em cálcio).
Já no atinente aos grupos sanguíneos veremos que o leite é um alimento proscrito aos grupos A e O e parcialmente ao AB, sendo que apenas é tolerável para o grupo B, em cuja alimentação tem um papel preponderante, de preferência se for de cabra, ou descremado de vaca. Se não pertence ao grupo B ou se optou por um leite “de pacote” pense no seguinte:
a) O que hoje toma nos pacotes comercializados como leite pouco tem que ver com leite no seu estado puro. Na verdade até os produtores referem nas embalagens o enriquecimento com nutrientes que em princípio fazem parte dele no seu estado natural e que portanto não haveria necessidade de adicioná-los:
b) Por outro lado, ao contrário do leite humano que é um alimento vivo e dinâmico preparado para um desenvolvimento equilibrado do bebé, o leite de vaca contém um potencial próprio para desenvolvimento de gado recém-nascido, transformando, no período de um ano, um vitelo de poucos quilos num animal de 100 ou mais quilos. Tem pois uma potenciação de crescimento totalmente inadequada ao ser humano.
Parece-me interessante deixar-lhe aqui constância da reflexão que a Dra. Chirstiane Northrup famosa ginecologista norte-americana faz nesse magn+ifico best seller denominado “Corpo de Mulher Sabedoria de Mulher” «Como ginecologista também vejo muitos problemas associados aos alimentos lácteos: estados benignos de cancro da mama, corrimento vaginal crónico, acne, dores menstruais, fibromiomas, obstipação crónica, e aumento da dor da endometriose. O consumo de produtos lácteos tem sido relacionado tanto com o cancro dos ovários como da mama». O leite de vaca tem uma estrutura molecular que lhe permite permeabilizar o aparelho digestivo do vitelo com vista a que os nutrientes que contém sejam devidamente absorvidos, sendo que tal estrutura é demasiado grande para o organismo do ser humano.
Em virtude dessa permeabilidade, quando tomamos o leite, o sistema imunitário, mormente de indivíduos do grupo A, O e AB, entra em alerta vermelho, provocando-lhe alergias, inflamação crónica e debilitamento geral do próprio sistema. Assim, num bebé podemos encontrar reacções aos lácteos bovinos que podem ser de asma, hiperactividade, terrores nocturnos; no jovem, acne, depressão, dores de cabeça, problemas intestinais, e menstruais; na idade adulta e na velhice, alergias, artrites, processos inflamatórios, osteoporose.
Compreenda que se o seu grupo sanguíneo é o A ou o O então os produtos lácteos vão aumentar-lhe exponencialmente a mucosidade orgânica, com bloqueio do sistema linfático, da absorção intestinal e comprometendo o bom funcionamento do seu sistema respiratório, da sua saúde em geral e do seu bem-estar. Se tudo isto não é suficiente para si, então nada posso fazer para o ajudar. Mas se é do grupo A e quer avaliar por si próprio os “benefícios” do leite de vaca, observe como sempre que consome lácteos eles lhe produzem um aumento da secreção de muco, na garganta, nariz e mesmo a nível intestinal, isto a par de padecimentos como alergias para os quais ainda não provavelmente não lhe encontraram a causa nem a solução.
Trate, pois, de organizar a sua dieta de forma a ingerir suficientes alimentos dos que atrás lhe recomendamos, ricos em cálcio e outros minerais imprescíndiveis à boa saúde dos seus ossos e sobretudo aqueles que sejam mais compatíveis com o seu grupo sanguíneo.
Abraço fraterno!
Em virtude dessa permeabilidade, quando tomamos o leite, o sistema imunitário, mormente de indivíduos do grupo A, O e AB, entra em alerta vermelho, provocando-lhe alergias, inflamação crónica e debilitamento geral do próprio sistema. Assim, num bebé podemos encontrar reacções aos lácteos bovinos que podem ser de asma, hiperactividade, terrores nocturnos; no jovem, acne, depressão, dores de cabeça, problemas intestinais, e menstruais; na idade adulta e na velhice, alergias, artrites, processos inflamatórios, osteoporose.
Compreenda que se o seu grupo sanguíneo é o A ou o O então os produtos lácteos vão aumentar-lhe exponencialmente a mucosidade orgânica, com bloqueio do sistema linfático, da absorção intestinal e comprometendo o bom funcionamento do seu sistema respiratório, da sua saúde em geral e do seu bem-estar. Se tudo isto não é suficiente para si, então nada posso fazer para o ajudar. Mas se é do grupo A e quer avaliar por si próprio os “benefícios” do leite de vaca, observe como sempre que consome lácteos eles lhe produzem um aumento da secreção de muco, na garganta, nariz e mesmo a nível intestinal, isto a par de padecimentos como alergias para os quais ainda não provavelmente não lhe encontraram a causa nem a solução.
Trate, pois, de organizar a sua dieta de forma a ingerir suficientes alimentos dos que atrás lhe recomendamos, ricos em cálcio e outros minerais imprescíndiveis à boa saúde dos seus ossos e sobretudo aqueles que sejam mais compatíveis com o seu grupo sanguíneo.
Abraço fraterno!
Contactos
Av. da República, nº 2503, 3º andar, sala 33, 4430-208 V.N.Gaia
Campo 25 de Abril, nº 282, 1º andar, sala 9, 4750-127 Barcelos
Tel.: 220 144 606 Tlm.: 919 879 957
E-mail: saudeclinic@gmail.com